O Astrovírus foi inicialmente descoberto e descrito em 1975 pelo exame de microscopia eletrônica de amostras de fezes de crianças com diarréia.
O vírus recebeu este nome devido a sua aparência de estrela. Isto foi logo observado, contudo, apenas uma pequena porcentagem dos Astrovírus apresenta esta característica morfológica, por isso por muitos anos sua contribuição para as doenças diarréicas foi subestimada.
Fatores como congelamento e descongelamento das amostras, degradação enzimática das partículas virais através de enzimas proteolíticas e coloração e métodos de fixação incorretos fazem com que a detecção do Astrovírus sob microscópio eletrônico bastante difícil podendo acarretar erros, resultados negativos.
O verdadeiro significado e frequencia da ocorrência do Astrovírus em diarréias não foram reconhecidos até métodos imunoenzimáticos modernos, baseados em anticorpos monoclonais, terem sido desenvolvidos.
Astrovírus ocorre em todo o mundo, causando diarréia principalmente em crianças, mas também em pessoas idosas e imunosuprimidas. A transmissão é através de comida contaminada, água e áreas infectadas.
Sua prevalência varia de 2,5% a 10%, dependendo da idade da criança, tendo uma frequência de ocorrência similar ao Adenovírus. Consequentemente, astroviroses são similares as adenoviroses como a segunda maior causa da gastroenterites virais após o Rotavírus.

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