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RIDASCREEN® Sarampo

O sarampo é uma doença infecciosa aguda do sistema respiratório, altamente transmissível, causada pelo vírus, da família Paramyxoviridae.

A transmissão é respiratória e geralmente ocorre na infância, mas pode também afetar adultos susceptíveis (não imunes), que nunca tiveram a doença ou não foram adequadamente vacinados. A infecção pelo vírus do sarampo produz imunidade permanente, ou seja, ocorre apenas uma vez na vida.

O sarampo ainda é uma das causas mais freqüentes de óbito em crianças no mundo, particularmente em países onde a cobertura vacinal é insatisfatória.

O homem é o único hospedeiro natural do vírus do sarampo. O período de transmissão do sarampo começa quatro dias antes do aparecimento do exantema cutâneo (manchas avermelhadas na pele) e se estende até quatro dias depois. A transmissão a uma pessoa não imune ocorre através do contato com as secreções respiratórias (gotículas de saliva, espirro, tosse) de um indivíduo infectado. O risco de transmissão do sarampo é maior entre início e o quarto dia do período de exantema cutâneo.

Após a transmissão, o vírus do sarampo se replica na mucosa nasofaríngea e nos gânglios linfáticos regionais. Dois a três dias após ocorre disseminação através da corrente sangüínea, período chamado de viremia primária, para o sistema retículo-endotelial, onde o vírus se replica. Entre cinco e sete dias após a infecção, ocorre disseminação, viremia secundária, para o trato respiratório e outros órgãos.

Os principais sintomas são: febre alta, manchas vermelhas pelo corpo (exantema máculo-papular eritematoso), inicialmente na linha de implantação dos cabelos e que progridem da face em direção aos pés (progressão céfalo-caudal), mal-estar geral, coriza, conjuntivite, tosse com catarro, aumento dos gânglios linfáticos (linfonodos) do pescoço.

Cerca de 30% das pessoas com sarampo podem apresentar complicações, que são mais freqüentes em crianças com menos de cinco anos e adultos com mais de vinte anos. As mais comuns são diarréia, otite e pneumonia, causadas pelo próprio vírus do sarampo ou secundariamente, por bactérias. O sarampo geralmente é mais grave em desnutridos, gestantes, recém-nascidos e pessoas portadoras de imunodeficiências. Em gestantes, pode causar abortos espontâneos e partos prematuros, porém não existe comprovação da associação entre infecção pelo sarampo e casos de malformações congênitas. A infecção pelo vírus do sarampo produz imunidade permanente, ou seja, ocorre apenas uma vez na vida.

A Organização Mundial da Saúde estima que ocorram cerca de 30 milhões de casos de sarampo a cada ano e, em 2004, 454 mil óbitos, a despeito da vacina estar disponível desde 1963. Em países da África e do subcontinente indiano, nos quais ocorre à maioria dos casos, o sarampo ainda é a principal causa de morte por doença imunoprevenível. Nestas regiões, o sarampo atinge freqüentemente crianças com menos de nove meses, particularmente vulneráveis às formas mais graves de doença. Adicionalmente, o risco de aquisição do sarampo também pode existir em países mais desenvolvidos. 

Em 2006, diversos de surtos de sarampo foram registrados em países como Rússia, Dinamarca, Alemanha, Grécia, Inglaterra, Itália, Polônia, Espanha, Suécia, Ucrânia e Venezuela. O elevado número de pessoas que deslocam (trabalho ou turismo) de e para áreas de risco de transmissão, faz com que exista risco permanente de reintrodução, em áreas onde a transmissão autóctone de sarampo (e outras infecções) foi interrompida, mas cobertura vacinal não é adequada. No entanto, o controle efetivo da transmissão e a erradicação (eliminação mundial) do sarampo parecem possíveis, uma vez que os seres humanos são os únicos reservatórios do vírus e a vacina (isolada ou em associação) é altamente eficaz.

No Brasil, ocorriam epidemias de sarampo a cada 2 ou 4 anos nos grandes aglomerados urbanos, e foram registrados 775.973 casos entre 1980 e 1995. A partir de 1992, com a implementação do Plano de Nacional de Eliminação do Sarampo, ocorreu uma importante redução do número de casos no país. Em 1997, entretanto, houve a uma epidemia com mais de 50 mil casos, a maioria nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Desde então, a intensificação das ações de controle (vacinações de bloqueio, implantação da segunda dose da vacina, expansão da população alvo) ocasionou a queda do número de casos e, desde 2001, a interrupção da transmissão autóctone do sarampo [Tabela]. O último caso de transmissão autóctone, não relacionada a casos importados, foi registrado em Mato Grosso do Sul, em novembro de 2000. Entre 2001 e 2005, foram registrados nove casos de sarampo, todos relacionados a viajantes que adquiriram a infecção em outros países (Japão, Alemanha e Ilhas Maldivas). Sarampo no Brasil.

Região 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005* Total
Norte 95 231 245 91 17 0 0 0 0 0 679
Nordeste 170 4.547 607 369 0 0 0 0 0 0 5.693
Sudeste 318 45.503 618 359 15 1 1 0 0 2 46.817
Sul 169 1.770 1.046 39 3 0 0 2 0 4 3.033
Centro-Oeste 39 1.613 265 50 1 0 0 0 0 0 1.968
Total 791 53.664 2.781 908 36 #1 #1 #2 0 #6 58.190

 

Especificações do kit

  • Kits para 96 determinações.
  • Rotinas automatizada ou manual.
  • Tiras quebráveis.
  • Reagentes prontos para uso.
  • Tempo de reação 90 min.
  • Quantificação de anticorpos IgG através de curva master.
  • Mesmo procedimento técnico para determinação de IgG e IgM

Kits disponíveis

Alka Tecnologia®

Rua Paula Ney, 38 - Aclimação - São Paulo/SP

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