E. coli enterohemorrágica (EHEC)
Enterobácterias da espécie E.coli fazem parte da flora intestinal de pessoas saudáveis bem como de vários animais.
Devido a diferentes fatores de patogenicidade os quais são freqüentemente codificados por plasmídeos ou transmitidos por fagos, a E.coli pode ser considerada um patógeno facultativo.
A E.coli que é capaz de produzir duas citotoxinas, a verotoxina 1 e 2 foi descoberta em 1977. Devido à similaridade da verotoxina com a shiga toxina da Shigella dysenteriae, elas também forma chamadas de toxina Shiga-like I e II.
Por favorecer a formação de fatores de patogenicidade, a E. coli produtora de verotoxina (VTEC) pode causar diarréia hemorrágica severa. O "protótipo" desta E.coli enterohemorrágica (EHEC) foi descrita em 1982; pertencendo ao sorotipo O157:H7. EHEC de outros sorotipos O foram descritas posteriormente.
Os sintomas clínicos causados pela EHEC vão desde os mais amenos a gastroenterites severas a colites hemorrágicas. Com formação da síndrome hemolítica urêmica (HUS) ou a púrpura trombocitopênica (TTP), que podem causar risco vital e complicações pós-infecção, especialmente em infantes e crianças até 3 anos, como em idosos e pacientes imunossuprimidos.
Também podendo causar falha renal aguda com necessidade de diálise temporariamente, mas também pode levar perda irreversível da função renal resultando em diálise permanente, o efeito letal da HUS e TTP ocorre principalmente durante a infância.
Alguns dos métodos diagnósticos comuns da infecção pela EHEC apresentam desvantagens. Tem sido demonstrado que o primeiro achado do tipo O157 foi responsável por 70-80% dos casos de HUS na Alemanha. Em casos de gastroenterites puras houve uma prevalência de outros sorotipos. Então, a detecção apenas do sorotipo não é suficiente.
Atualmente, recomenda-se que o diagnóstico consista do enriquecimento do patógeno "overnight" com o meio TBS (com novobiocina, 10 - 20 mg/l) com posterior isolamento. Ao mesmo tempo, a detecção da verotoxina deve ser realizada a partir da cultura ou das fezes para demonstrar a presença do fator de patogenicidade. Este teste pode ser realizado por PCR ou ELISA.
Em comparação ao PCR, o ELISA RIDASCREEN® Verotoxin é um método simples realizado por qualquer laboratório. O enriquecimento da bactéria é recomendado para ambos os métodos, já que tanto a EHEC como a toxina excretada presentes nas fezes é baixa. Especialmente, em pacientes com HUS e TTP, a excreção pode ter cessado completamente.

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