
Descrição:
Para diagnóstico in vitro. O teste RIDASCREEN® Entamoeba histolytica IgG é um enzimaimuno- ensaio (EIA) para a detecção de anticorpos IgG contra Entamoeba histolytica no soro humano.
Vantagens:
Método ELISA
Reagentes prontos para uso
Fácil procedimento técnico
Apresentação:96
Metodologia: ELISA
Grupo: PARASITOLOGIA
Categoria: PARASITAS - PESQUISA DE ANTIGENOS
Registro no MS: 80213250194
Anualmente, até 500 milhões de pessoas são infeccionadas com Entamoeba histolytica sensu lato em todo o mundo.
Os exames moleculares-genéticos demonstraram que os protozoários denominados Entamoeba histolytica, identificados com os métodos comuns, são formados de duas espécies não diferenciáveis morfologicamente, a espécie patogênica Entamoeba histolytica sensu stricto e a espécie Entamoeba dispar, considerada apatogênica de acordo com o conhecimento atual.
Supostamente, 90 % das infecções com Entamoeba são causadas por E. dispar. Os casos anuais de aproximadamente 40 - 50 milhões de colite amebiana ou abcesso do fígado com 80.000 de casos mortais são causados por E. histolytica.
O ciclo vital da Entamoeba é relativamente fácil. A infecção ocorre através da ingestão oral de cistos com 4 núcleos. Destes cistos, desenvolve-se no intestino delgado a forma vegetativa mononuclear do parasita, o trofozoide (forma minuta), que se multiplica e se diferencia principalmente no intestino grosso. Provavelmente, o encistamento inicia através do ambiente na área inferior do intestino grosso. Os trofozoides encontram-se ao lado dos cistos nas amostras somente com passagem rápida no intestino.
Os sintomas clássicos de uma amebiase são iniciados através da invasão do parasita a partir do lúmen do intestino na mucosa do cólon. Deste modo, encontra-se frequentemente trofozoides com eritrócitos fagocitados. Estes trofozoides são denominados como forma Magna devido à sua dimensão. As consequências da invasão na mucosa intestinal são diarréia, desinteria ou mesmo a amebiase. Como complicação, após a distribuição disseminada podem originar-se abcessos no fígado, abcessos no pulmão ou, em casos muito raros, abcessos no cérebro, que se não tratados, podem levar à morte.
Os sintomas clínicos das formas intestinais agudas da amebiase são dores abdominais em forma de cãmibras com náusea e forte diarréia, com sangue e muco na fezes. O estado agudo pode passar a um estado crônico com diarréia ocasional, dores abdominais, náusea e vômitos. Foram descritos também portadores de cistos totalmente assintomáticos. Em aproximadamente 10 % dos casos de uma desinteria amebiana aguda, ocorrem complicações extra-intestinais, como abcessos do fígado ou ataque a outros órgãos.
Referência:
Negativo: < 0.9
Duvidoso: 0.9 - 1.1
Positivo: > 1.1
Procedimentos:
Misturar 1 parte do concentrado do tampão de lavagem (Wash) com 19 partes de água destilada. (Ex. 50 ml do concentrado com 1000ml de água destilada).
Cristais eventualmente disponíveis no concentrado devem ser dissolvidos anteriormente com calor (banho-maria a 37 °C).
Preparo das amostras:
Diluir as amostras de soro a serem examinadas a 1:50 antes do início do teste com o tampão de amostra (Diluent).(Ex. 10μl de soro + 490μl Diluent).
Primeira incubação
Pipetar 100 μl das amostras diluídas e dos controles prontos para o uso (Control - e Control +)
e incubar a temperatura ambiente (20 – 25 °C) por 15 minutos.
Lavagem
Lavar 5 vezes, cada vez com 300 μl de tampão de lavagem.
Adicionar 100μl (ou 2 gotas) do conjugado (Conjugate) em todas as cavidades.
Incubar a placa por 15 minutos a temperatura ambiente (20 – 25 °C).
Lavar 5 vezes de acordo conforme descrito acima.
Adicionar 50μl (ou 1 gota) do substrato (Substrate) e do cromógeno (Chromogen) em todos os poços.
Incubar por 15 minutos a temperatura ambiente (20 – 25 °C).
Bloquear a reação com a adição de 50 μl (ou 1 gota) de reagente bloqueador Stop
Medir a absorbância em um fotômetro de placa a 450 nm (comprimento das ondas de
referência a 620 nm). A compensação do valor zero é feita com o ar.
País: ALEMANHA