
Descrição:
Para diagnóstico in vitro. O RIDASCREEN® Astrovírus é um ensaio imunoenzimático para a detecção qualitativa de antígenos de astrovírus em amostras de fezes.
Apresentação:96
Metodologia: ELISA
Grupo: PARASITOLOGIA
Categoria: VIRUS - PESQUISA DE ANTIGENOS
Registro no MS: 80213250070
Os astrovírus foram descritos em 1975 por Appleton e Higgins e foram denominados, mais tarde, devido à sua forma de estrela, por Madeley e Cosgrove, que puderam visualizar estes pequenos e redondos vírus eletro-microscopicamente na amostras de fezes de crianças com diarréia.
Eles fazem parte, além dos calcivírus e alguns outros, dos chamados Small Round Structured Viruses (SRSVs - vírus pequenos de estrutura redonda), que se diferenciam dos vírus pequenos redondos (SRV), que possuem uma superfície lisa e não estrututrada, por apresentarem uma superfície marcantemente estruturada.
Fazem parte dos SRV (vírus pequenos redondos), entre outros, o parvovírus e os picornavírus. O significado epidemiológico das gastroenterites causadas pelo astrovírus nos últimos anos, nos quais somente a eletromicroscopia foi utilizada para a detecção, não apresentava um quadro claro e a frequência das diarréias e vômitos foi muito subestimada. Isto foi motivado, por um lado, pela relativa insensibilidade da EM (eletromicroscopia), mas por outro lado, pela óbvia dificuldade de classificar as partículas SRV (vírus pequenos redondos).
A incidência baixa de 1 % não é justificada pelos dados altos soro epidemiológicos, apesar de que 70 % das crianças mais velhas e adultos jovens portavam anticorpos específicos anti-astrovírus. Somente com novos processos, como os enzima-imuno-ensaios, que é de 10 a 100 vezes mais sensível do que a EM, e métodos PCR altamente sensíveis com limites de detecção de 102 partículas por ml de amostra de fezes, aumentou o significado e a participação do astrovírus nas doenças diarréicas no diagnóstico diferenciado das doenças intestinais.
A atual incidência de astrovírus nas diarréias agudas é de 2,5 e 10 % e em uma frequência de adenovírus (tipo 40/41) conhecida. Com isso, os astrovírus estão em segundo lugar, atrás dos rotavírus, como causa de gastroenterites não bacteriais.
Dos 7 sorotipos atualmente conhecidos, 1 a 5 são especialmente relevantes. As gastrointerites causadas por astrovírus ocorrem em todas as faixas etárias, porém com mais frequência na crianças e idosos. As incidências dão descritas com mais frequência em jardins de infância, escolas, hospitais e asilos, mas também ocorrem casos espontâneos de gastroenterites por astrovírus nos soldados e grupos de viajantes.
A infecciosidade corresponde à do rotavírus. A infecção ocorre através de alimentos contaminados, especialmente ostras, água e através da transmissão fecal-oral. O ELISA RIDASCREEN® Astrovirus permite, através da utilização de anticorpos monoclonais altamente específicos, a detecção segura dos antígenos de astrovírus na amostras de fezes diluídas.
Referência:
As amostras cujo valor de absorbância for de 10% acima do cut-off calculado são consideradas positivas.
As amostras cujo valor de absorbância ficam em uma faixa entre ± 10% do cut-off são consideradas indeterminadas e devem ser repetidas. Se um exame repetido com uma amostra fresca de fezes ficar novamente na área cinza, a amostra deve ser considerada negativa.
As amostras que ficam mais de 10% abaixo do cut-off calculado devem ser consideradas negativas.
Procedimentos:
Preparo da Solução de Lavagem
Uma parte do tampão de lavagem concentrado Wash deve ser misturado com 9 partes de água destilada. Eventuais cristais presentes no tampão concentrado devem ser dissolvidos anteriormente em banho-maria a 37°C.
Preparo das amostras
Adicionar 1 mL de tampão de diluição de amostra (Diluent 1)
No caso de fezes líquidas, adicionar 100 µl.
No caso de fezes sólidas, adicionar 50 - 100 mg
Homogeneizar a suspensão
Pipetar 100μl do controle positivo, do controle negativo ou da suspensão das amostras de fezes. Adicionar 100 μl do CONJUGADO 1 e, incubar por 60 minutos à temperatura ambiente (20 – 25 °C).
Lavar 5 vezes, cada vez com 300 µL de tampão de lavagem.
Pipetar 2 gotas 100 μl do conjugado poly-streptavidina-peroxidase CONJUGADO 2 em todas as cavidades.
Incubar por 30 minutos à temperatura ambiente (20 –25 °C).
Lavar 5 vezes.
Pipetar 100µL do substrato em todas as cavidades.
Incubar por 15 minutos a temperatura ambiente (20-25ºC) no escuro.
Pipetar 50µl de solução STOP em todas as cavidades.
Ler a placa com absorbância em 450nm.
País: ALEMANHA